Você merecia tanto ouvir… [+18]

Estou escrevendo este texto pelo meu celular, deitado, com as luzes apagadas e pensando em coisas que, infelizmente, por agora, não posso realizar. Deitado, e com roupas que nem se fazem necessárias, consigo te imaginar deitada me lendo. E isso me excita. Consigo até te imaginar sorrindo, logo após ler isso. E isso me faz sorrir também; um pouco antes que você, pois o meu presente ainda é o teu passado, mas me faz. Viu só, estamos conectados. Consigo imaginar o teu corpo, a posição das tuas pernas, as tuas imperfeiçoes – lindas, por favor, nunca as mude – e os desejos que você guarda dentro de si. E são tantos… não precisa me contar sobre eles, me deixa descobrir, não quero que você me tire o prazer que é te desvendar.

Posso tirar a tua blusa? Com boca, digo. Não sei, achei que seria gostoso. Posso te chupar? Com a boca e os dedos. Não sei, achei que seria gostoso. Posso, com as mãos, te acariciar como se estivesse desenhando algo muito importante no teu corpo? Não sei, achei que… Esqueci de te avisar, mas, se eu fosse você, não leria este texto caso não esteja com vontade de sentir tesão. Deveria ter avisado isso no começo. Mas ainda há tempo de ir; liberdade, sempre bom deixarmos claro que é uma opção na vida de todos. Mas, se eu fosse você, ficaria por aqui. Não sei, achei que seria gostoso…

Tem um espacinho aqui na minha cama, sabia? Um pouco apertado, mas tem. Gosto de muitas cobertas, e você? Sim, o ar está ligado. Dezenove graus. Disseram que a minha pele é quente. E o que já te disseram? Que você é gostosa? Que gostariam de te comer a noite inteirinha? Que será difícil esquecer o teu beijo? Que teus seios são a parte mais bonita do teu corpo? Que teus olhos são a parte mais bonita do teu corpo? Que está difícil controlar o tesão em você? Que nunca ficaram com uma mulher tão espetacular como você? Espero que tenham dito, você merecia tanto ouvir.

Já consigo te imaginar sem blusa, que delícia! Não precisa encolher a barriga, estou com vontade de mordê-la, posso? Pode responder, ninguém vai nos ouvir, prometo; o meu quarto é longe do mundo. Quero descer pela tua barriga, entre beijos e arrepios da minha barba em contato com a sua pele, até o delicioso caminho que você está imaginando. Pode imaginar, seria tolice se conter; está tarde, estamos a sós. Consigo imaginar você se contorcendo e levantando um pouco as costas em busca do encaixe perfeito. Já te chuparam gostoso, de um jeito que o corpo treme e os olhos brincam de carrossel? Já disseram que você é uma delicia na cama? Espero que tenham dito, você merecia tanto ouvir.

Acontece que as palavras têm um belíssimo poder de tirar o nosso coração para dançar; e dançar é uma delícia, só não gostam os que não sabem. As palavras são como dedos ágeis que tiram o escudo e o sutiã de quem quer se abrir, mas não sabem como. Dedos, mãos, palavras, podem deslizar pela boca e, sem proferir nenhum ruído, arrepiar lugares que você nem sabia que arrepiavam. Palavras, quando bem usadas, desnudam um belo sutiã e um alma inteira. Nunca te disseram isso? Você merecia tanto ouvir…

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