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Somos diferentes. Não somos iguais a todo mundo

Você já desabafou com alguém? Já? E o que você sentiu? Nada? Como se o que você precisasse ouvir não estivesse ali. Na maioria das vezes é assim.

Você pode ser a mais forte das pessoas, mas você sempre, em algum momento, vai cair e sabe que não contando com ninguém não vai ter quem te segure ali.

O maior motivo de não me abrir para as pessoas é por nos terem ensinado que todos passam por dificuldades, que todo mundo tem problema na vida e é o seu papel passar por cima disso e levantar. É verdade. Todos temos problemas, mas cada pessoa tem sua especificidade, cada pessoa tem sua particularidade que merece ser ouvida com singularidade e individualidade.

“Mas isso não é minha responsabilidade.” – Dirá você, meu caro ouvinte. Tudo bem, mas por favor, quando chegar a sua vez, não reclame quando te fizerem o mesmo mais tarde.

Aconselhar é um dom que todo mundo acha que tem, mas em realidade não se sabe quando não se sente a dor do outro nem pela metade.

O que há de se confundir é que “tomar a dor do outro” é viver nela. Não. É senti-la, compreendê-la e então se sentir na situação e pensar como se agiria. É assim que se aconselha.

Estamos tão acostumados com as doses homeopáticas. A tornar as dificuldades alheias como “viroses”, onde “passa”, é só tomar esse xarope e em 3 dias você está bem.

Não. A alma humana precisa de muito mais do que isso. Você nunca será capaz de sentir como é doído no outro, mas você pode se aproximar, se vier a se interessar e chegar perto do humanizar.

Tanta coisa ruim seria impedida se pudéssemos mudar a nossa forma de pensar, de julgar…

Eu não sou todo mundo. Nem você. E se doer, eu não quero palavras que são repetidas todos os dias para todas as pessoas.

É melhor se calar do que frustrar o outro pelo que se vai dizer.

Saber ponderar exageros é diferente de colocar cada pessoa que se é especial no contexto de um inteiro.

As pessoas podem reclamar, mas que seja por um dia. Isso não é um defeito.

Ninguém é perfeito, mas isso não é desculpa para ser usado como um álibi para continuar a não fazer direito.

Será que se você estivesse no lugar de quem sofre, você pensaria a (e com mais) respeito?

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