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Viva o sexto sentido!

Mulher, que tem como maior desafio: ser mulher. Do corpo meigo, pequeno, grande, desproporcional, bonito, diferente, confortável, assimétrico… Que inspira franqueza, do sorriso incessante, que cativa e por fim nos convence sempre ser a dona da razão.

Mulher afagadora das piores caídas de bicicleta, dos desvios dos pedaços de Lego pela casa, dos conselhos quase sempre certeiros, das cobranças ditas chatas, mas necessárias para um futuro notável.

Mulher que sabe encantar e deixar ser encantada. Que almeja mais do que um falo provedor de ostento, mas que se dedica com fervor e zelo para alcançar os próprios resultados pessoais. Que orgulha-se dos seus dons, dos seus afazeres, das suas particularidades…

Mulher que tem como raiz a sensibilidade. Das incertezas profundas, das certezas não assentidas, dos receios dobrados, do carinho incondicional. Que se alucina por desventuras, que sabe a importância das melancolias, que aprende com os obstáculos e em meio a tudo isso ensaia diálogos que nunca serão ditos.

Mulher que se deleita com aquele puxão de cabelo confiante, que reconhece o pegar das pernas com firmeza, que enaltece a virilidade de um homem, mas não descarta a brandura necessária para tornar aquele momento, no mínimo, inolvidável.

Mulher que entende as entrelinhas, mesmo onde não existem entrelinhas. Dos ímpetos às vezes desnecessários, das crises indecifráveis, dos questionamentos retóricos e dos desejos nem sempre estendidos em bandeira branca.

Mulher de prantos borrifados com vestígios de amadurecimento, desbravadora dos caminhos árduos, mas sempre disposta, mesmo em momentos inoportunos, a doar um pouco da sua polivalentia.

Mulher que aprecia a mescla de aconchego e safadeza, que engrandece entre quatro paredes, que carece de mais esmero, cinismo e menos mão de alface. Que defende-se dos rótulos diários com olhares de convencimento, merecedora de um espaço que conquistou com o próprio brio.

Mulher que sabe discernir os homens, e assim vivenciar um relacionamento que não é pautado nem pelo machismo, nem pelo feminismo. Bem aventurada nas gincanas da vida, devota à suas vontades, que sabe desfibrilar os próprios sentimentos, que se desvia da amargura e encontra nos pequenos nuances da vida a felicidade.

Não vou ser piegas ao ponto de dizer que toda mulher merece amor e carinho, mas sim, respeito. Parabenizo você, mulher, que sabe ser digna da própria farda sem precisar gritar aos quatros cantos que é realmente uma mulher “de verdade”.

Feliz dia das mulheres. E agora , feliz dia das mães.

PS: Espero ter sido melhor do que aquelas coisas do tipo: “Todo dia é dia da mulher, feliz dia das mulheres/mães suas lindas.”

PS²: E claro, espero ter arrancado um sorrisão daqueles.

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