Esta foto é sua?

Pouco me importa saber o seu nome, o que me interessa é o seu mapa astral

Sabe quando você começa a apelar pros signos? Pois é, ultimamente é isso que tenho feito. Ando tão desiludido com as pessoas que comecei a selecioná-las por categorias dentro do zodíaco. E por esta razão, frequentemente eu me pego (mesmo que mentalmente) participando de diálogos desse tipo:

“Ah, seu nome é Luiza? Legal. Mas você faz aniversário quando mesmo?”

“Nossa, descobri que somos conterrâneos, mas você sabe o horário em que nasceu? Só pra eu ver uma coisinha aqui… Acredita que nasci à meia noite?”

Parece loucura, né?

Mas cá entre nós, quem é que nunca fez as contas – mentalmente, só para saber qual era o signo do outro? Quem é que nunca se lembrou de uma experiência passada em quem certa pessoa de tal signo enfernizou a sua vida? Quem é que não fica com receio quando se aproxima de uma pessoa de áries, aquário, virgem, gêmeos ou capricórnio? Quem é que não perde a paciência ao se relacionar com alguém de câncer, leão, peixes e touro? Quem é que não fica com medo de botar a mão no fogo por escorpião, libra e sagitário?

Todo mundo tem uma lembrança – boa ou ruim – em relação a um determinado signo. E nesse mundo onde está cada vez mais difícil encontrar alguém que valha a pena, analisar o mapa astral já te poupa de muitas frustrações futuras.

Dá para ter uma ideia de quem é que vai fazer drama, de quem nunca vai assumir um erro, de quem gosta de tretar, de quem é amorzinho, e até quem não sente nada.

Analisar o mapa astral não traz garantia alguma, mas, por experiência própria, aprendi que dá para saber muito sobre o que está por vir em uma relação. E não existe nada pior do que observar um comportamento do outro e pensar: “Eu sabia que isso acontecer, cedo ou tarde.”

Por isso, hoje em dia eu só faço assim: primeiro o mapa, e depois a gente vê o que dá para fazer.

Mas se você faz parte da parcela que não acredita em nada disso, então pode me dizer só o seu nome mesmo.

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