Ei, você conhece alguma mãe solo? Então dedique este texto à ela

Neto Alvespor Neto Alves

Oi, bebê. Sou a sua mãe.

Te esperei por nove meses. Mas te amei muito antes disso. Te amei muito antes de saber quando você viria. Te amei antes de amar a mim mesmo. Quando você chegou, percebi que fiz bem em te amar tanto assim; pois descobri que seria só você e eu.

Sou mãe solo. Mas amo por dois. Por três. Por quantas pessoas forem necessárias para você entender quem eu sou. Sou mãe e pai. Sou quem você precisar que eu seja para perceber que não está sozinho.

Deixa a parte da solidão com a mamãe aqui. Está tudo bem.

As minhas madrugadas em claro sempre são compensadas ao observar o seu sono tranquilo – sonhando com o futuro que nos espera. Por você eu troco o dia pela noite, e o meu cansaço sempre dá lugar a uma empolgação que vem de dentro, quando te vejo feliz com o mundo que tento desenhar para você todos os dias.

E eu sei que tem dias que os meus desenhos saem meio tortos e sem cor, mas eu queria que você soubesse que eu me desdobro para que eles nunca saiam sem vida. Eu queria que você soubesse que na maioria dos dias eu pintarei arco-íris em seus caminhos, mas é que às vezes a chuva chega, e eu estou sozinha para conseguir segurar você e o nosso guarda-chuvas.

Então quando chuva chega, o seu guarda-chuvas sou eu. E eu me molho por você. Me molho para você não perceber que está chovendo. Me molho para você nem desconfiar que eu também choro quando os pingos caem.

Sou mãe solo. E, sozinhos, formamos um único amor.

Sozinha, sou muitas.

E nenhuma delas nunca deixará você se sentir só.

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