Audrey Hepburn Esta foto é sua?

Muito mais do que uma bonequinha: O estilo de Audrey Hepburn

Atriz, bailarina, mãe, esposa, defensora de causas humanitárias e ícone de moda atemporal. Pelo menos 8 em cada 10 mulheres apontam a eterna bonequinha de luxo Audrey Hepburn como uma grande inspiração. Uma mulher que carregava em si elegância e simplicidade tão naturais como a própria respiração.

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Sabia que ela se considerava “apenas mais uma pequena magricela”? Olha só que bacana. Hoje, depois de consagrada, pode parecer estranho, mas Audrey não era exatamente como as mulheres curvilíneas que se destacavam na época. Era pequena, magrinha, tinha cabelo curtinho, se achava desajeitada (não concordo, mas dizem que era assim que ela se enxergava), não tinha o corpão, nem os lábios carnudos, muito menos o cabelão ultra sexy de Brigitte Bardot. 

E o que isso tem de importante? Absolutamente tudo! 

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Audrey, assim como muitas de nós, fugia um pouco dos padrões de beleza de sua época. E justamente por isso abriu caminho para um novo estilo. Ela respeitava seu jeito e não tentava desesperadamente ser algo que não era. Pelo contrário, sabia se valorizar. Enquanto Marilyn exibia suas curvas em vestidos decotados reveladores, Audrey imortalizou o vestidinho preto, a peça mais simples, atemporal e mítica do guarda-roupa feminino. De bonequinha de estante tinha muito pouco, mas sua atitude transbordava.

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Sabe por que? O maior valor de uma roupa é não ofuscar a beleza natural da mulher e deixar que a personalidade se destaque. A roupa em si, vezes, nem importa. O que vale é a atitude de quem a veste. Só isso. Esta é a maior lição que o estilo despretensioso e minimalista de Audrey Hepburn nos dá nos dias de hoje. A lógica do estilo é: “Pra que se espremer num vestido vermelho justíssimo e tentar se equilibrar num sapato que destrói o pé se dá para ser linda e feminina de calça jeans, camiseta listrada e sapatilhas?” 

Nesta era do selfie em que todo mundo briga com unhas e dentes pelos seus 15 segundos de fama, nada melhor do que voltar um pouco no tempo e lembrar o que é ser simples. Não há necessidade de inventar modas mirabolantes. Não é preciso vestir uma melancia na cabeça para aparecer. Pelo contrário. Audrey revelou que a sutileza de ser diferente é bem mais interessante do que o pedido desesperado por atenção.

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