Falta de “ar” [+18]

Eu não costumava me sentir atraída por caras assim. Não do tipo dele e nem da estirpe dele. Eu sei que isso é uma coisa meio 50 tons, mas eu não estava muito preocupada com os rótulos.

Eu só estava excitada por alguma razão que eu desconhecia. Não trago aqui uma história que fez a gente se conhecer e porque estávamos tão decididos a ocupar uma noite num quarto de hotel para um sexo selvagem, isso não interessa agora. Eu só queria saber quem ele era sem as calças.

1,78. Loiro. As costas quase não deixavam mais espaço para uma pele limpa, porque as tatuagens já tinham dominado. Ele era definitivamente sexy. Não o mais sexy que já conheci, mas sexy. Eu tinha me depilado, isso me dava alguma vantagem porque ele disse que o que ele mais gostava era de chupar uma buceta.

Quando a gente se pegou na primeira vez foi meio estranho. Ele lambeu meus dedos do pé e me perguntei se a boca dele não ia ficar com cheiro de pé suado. Mas até que não e graças a Jah.

Engraçado porque naquela noite a gente quase se comeu. Eu quis segurar o ritmo. Já estava cansada de dar no primeiro encontro e ficar frustrada para um segundo. Mas aquela pegada valia mais que sexo. Ele ficou bem desesperado quando eu sentei no colo dele e comecei a cavalgar de roupa pressionando o pau dele em mim. Eu pedi que ele chupasse meu peito e ele fez com gosto. Eu vi que ele não queria sair dali tão cedo e que eu estava perdida para ele me foder o quanto antes.

E então aqui estávamos nós. Diferente de como qualquer casal faria, a gente não saiu se pegando pelo quarto e derrubando tudo a rede. Parecíamos nos estudar e esperar que um tomasse o primeiro passo. Era noite e a meia luz ajudava bastante. Eu fiz um gesto leve, mas dei aleluia pela alça do sutiã que estava bem larga e insistia em cair. Lambi o lábio levemente, porque a tensão me deixava seca, mas completamente molhada embaixo. Foi o suficiente. Ele veio sem fúria, mas decidido a pegar e me colocar na mesa. Só deu tempo de ouvir a cadeira batendo em algum lugar que não identifiquei. Nem quis. Eu já estava zonza com a boca dele na minha. A boca que não contentava em me beijar, mas queria desfrutar meu rosto com a língua. Eu já estava ofegando. E eu sabia que ele gostava. Ele tinha falado isso.

Quando ele apertou um dos meus seios soltei meu primeiro gemido e então ele parou pra me olhar nos olhos. Foi breve, mas ele continuou a me olhar quando apertou o pau em mim. Era uma merda como eu não tinha paciência pra preliminares. Eu queria logo ele me fodendo forte. Mas com ele eu sei que não era assim.

Me surpreendi quando percebi que metade do meu vestido já estava pendurado. A boca dele já estava no meu mamilo. Eu arqueei. Eu definitivamente estava perdida. Ele me pegou pelas coxas e senti minhas costas tocarem o lençol. Eu já estava praticamente nua e ele não tinha tirado uma peça. Ele ficou de frente pra mim e passei a mão por debaixo da camisa. Ele tirou e eu vi mais uma tatuagem que marcava o signo dele. Lambi e vi que ele perdeu o controle. O segurei porque queria aquelas calças longe e ele me ajudou nisso. O pau era do tamanho perfeito e eu mal esperava para estar em cima dele pra valer. Toquei uma pra ele, mas ele parecia impaciente. Eu sabia o que ele queria. Minha calcinha estava lá e ele estava salivando.

Ele apertou de novo meu peito e seguiu pra me chupar. Eu nunca fui fã de receber sexo oral, mas admito que ele poderia me chupar quantas vezes quisesse. Não pude controlar meus gritos. Pouco me lixei pra quem estava ouvindo. Eu não sei quanto tempo ele levou lá, mas foi o bastante pra me deixar mais ensopada do que já estava.

Chamei ele pra vir. Eu precisava dele me fodendo. Por mais que eu quisesse que ele me fodesse como uma cachorra, eu deixei ele dar o ritmo. Ele entrou e seus olhos quase fecharam com o prazer. Era algo comum com os caras comigo. Ser apertada tinha suas vantagens. Quis fechar meus olhos pra entrar em êxtase, mas toda vez que fazia isso ou virava o rosto ele me sussurrava pra olhar pra ele.

Ele queria me foder, mas tava transando com a minha alma. O ritmo ficou lento por um tempo até que implorei literalmente pra ele aumentar. “Por favor” duas palavras que se faladas como um sussurro no sexo que levam a perdição de qualquer homem. Não precisei pedir mais. Ele mergulhou em mim diversas vezes, investiu cada vez mais forte. Porra, eu tava quase lá e eu sei que ele iria esperar por isso. Nossas bocas estavam se tocando e nossos olhos em completa sintonia.

Eu gozei. Ele vinha ainda mais rápido enquanto eu tremia. Ele gozou e entrou ainda mais. Urrou e eu quase senti vontade de gritar o quanto esse homem me comia gostoso, mas fiquei na minha.

A gente não pode mexer com o ego de certas pessoas, até porque… Vai que eu quisesse mais? ;)

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